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Algumas Considerações sobre a Cura pela Fé

Stephen Barrett, M.D.

A noção de que a oração, a intervenção divina ou os serviços de um curandeiro individual possa curar doenças tem sido popular por toda a história. Recuperações milagrosas têm sido atribuídas a uma miríade de técnicas comumente reunidas no termo "cura pela fé". Durante os últimos quarenta anos, diversos investigadores têm estudado atentamente este assunto e escrito a respeito de seus achados. 

Louis Rose, um psiquiatra inglês, investigou centenas de alegadas curas pela fé. Como seu interesse pelo assunto ficou bastante conhecido, ele recebeu comunicações de curandeiros e pacientes de todo o mundo. Ele enviou a cada correspondente um questionário e buscou informações de confirmação por parte dos médicos. No livro Faith Healing [Penguin Books 1971], ele concluiu, "Fui malsucedido. Após aproximadamente vinte anos de trabalho não encontrei uma única 'cura milagrosa'; e sem que (ou, alternativamente, estatísticas sólidas que outros devem providenciar) pudesse ser convencido da eficácia daquilo que é comumente denominado cura pela fé." [1]

Durante o início da década de 1970, William Nolen, M.D., um cirurgião de Minnesota, acompanhou um culto conduzido por Katherine Kuhlman, a principal curandeira evangélica daquele período. Após anotar os nomes de 25 pessoas que tinham sido "milagrosamente curadas," ele conseguiu realizar um acompanhamento com entrevistas e exames. Entre outras coisas, ele descobriu que uma mulher que havia sido anunciada como curada do "câncer de pulmão" na verdade tinha doença de Hodgkin -- a qual não foi afetada pela experiência. Outra mulher com câncer na coluna vertebral livrou-se de seu suporte e acompanhou o comando entusiástico da sra. Kuhlman para correr através do palco. No dia seguinte sua coluna colapsou e quatro meses mais tarde ela morreu. No todo, nenhuma pessoa com doença orgânica foi auxiliada. Dr. Nolen relatou seus achados, os quais incluem observações de vários outros curandeiros, em Healing: A Doctor in Search of a Miracle, um livro que entusiasticamente recomendo [2].

C. Eugene Emery, Jr., um escritor de ciência do Providence Journal, examinou atentamente o trabalho do Reverendo Ralph DiOrio, um padre católico romano cujas missas de cura atraíam milhares de pessoas. Em 1987 Emery freqüentou uma das missas de DiOrio e registrou os nomes de nove pessoas que foram abençoadas durante a missa e outras nove que foram proclamadas curadas. A organização de DiOrio ofereceu mais dez casos que supostamente ofereciam provas irrefutáveis da habilidade do padre em curar. Durante uma investigação de seis meses, Emery não encontrou nenhuma evidência de que qualquer um destes 28 indivíduos haviam sido auxiliados [3].

O exame mais abrangente dos "curandeiros" contemporâneos é o livro The Faith Healers de James Randi [4]. O livro descreve como muitos dos principais curandeiros evangélicos têm se enriquecido com a ajuda da trapaça e da fraude. Algumas das evidências de Randi vieram de ex-associados dos evangelistas que se revoltaram com aquilo que tinham observado. 

A experiência mais notável de Randi foi o desmascaramento de Peter Popoff, um evangelista que pronunciava os nomes de pessoas na platéia e descrevia suas doenças. Popoff dizia receber essa informação de Deus, mas na verdade era obtida dos cúmplices que se misturavam com a platéia antes de cada performance. Dados pertinentes deveriam ser dados pela esposa de Popoff, que transmitia dos bastidores para um diminuto receptor na orelha de Popoff. Após gravar uma das transmissões da sra. Popoff, Randi expôs a trapaça no Johnny Carson Show. Primeiro ele apresentou uma fita de vídeo que mostrava Popoff interagindo com alguém na platéia. Então ele mostrou novamente a fita com a voz audível da sra. Popoff para ilustrar como Popoff usava a informação. 

Randi também expôs as técnicas utilizadas pelo evangelista W.V. Grant, que evocava pessoas na platéia pelo nome e descrevia suas doenças. Grant obtinha esta informação de cartas que as pessoas enviavam para ele e que se misturaram com a platéia antes de seu show. Para auxiliar sua memória, ele usava "colas" e sinais de mãos dos associados que também usavam "colas". Após uma performance, Randi conseguiu recuperar uma série completa no lixo que Grant deixou para trás! Acompanhando outra performance, Randi descobriu que alguns membros da platéia haviam dado informações falsas sobre eles mesmos, suas doenças e sua assistência médica. Por exemplo, após "Dr. Jesus" ter "colocado um coração novo" em um homem que supostamente aguardava uma cirurgia de coração, Randi descobriu que os detalhes (incluindo o médico e o hospital nomeados por Grant) não podiam ser confirmados.

Os fiéis de Grant tipicamente são "mortos em espírito" e caem para trás nos braços de seus assistentes. Em 1986 observei de uma distância de poucos metros o que aconteceu quando ele se deparou com uma mulher idosa que não desejava cair para trás quando ele tocou sua testa. Grant empurrou seus dedos no pescoço da mulher tão forte que ela não conseguiu permanecer em pé. Também presenciei ele "alongar" a perna de um homem que se movia com dificuldade no palco, supostamente porque uma de suas pernas era mais curta que a outra. A platéia pode ter ficado impressionada com este feito, mas eu não. Antes do show começar, percebi que o homem era um dos assistentes de Grant e andava normalmente. 

Prece Intercessora

Em 1988, dois investigadores relataram que sua pesquisa profunda da literatura científica tinha localizado somente três exames controlados dos efeitos da prece de terceiros sobre pessoas que não estavam a par das preces [5]. Destes, um (o estudo de Byrd descrito abaixo) alegou benefícios mas foi mal planejado, ao passo que os outros não encontraram nenhum benefício e foram bem planejados [6,7]. Surpresos pelo pequeno número de estudos publicados, Witmer e Zimmerman perguntaram a 38 editores de periódicos se eles já tinham recebido porém rejeitado um manuscrito sobre o assunto de prece intercessora. Eles também pediram aos editores para perguntar aos seus leitores se eles tinham conhecimento de algum estudo desse tipo, publicados ou não publicados. Nenhum editor ou leitor respondeu afirmativamente. Desde aquela época mais quatro estudos foram publicados, dois não mostraram benefícios e dois alegaram um resultado positivo. 

O estudo de Byrd, envolvendo pacientes na unidade coronariana no San Francisco General Hospital, comparou 192 pacientes que receberam preces de cristãos localizados fora do hospital com 201 pacientes que serviram como controle [8]. O artigo publicado declarou que o grupo das preces teve menos complicações. Entretanto, a tabulação do autor não foi válida porque ele computou as complicações inter-relacionadas separadamente e assim deu a elas peso demais. O período médio de permanência no hospital, que não estava sujeito a esse tipo de erro de marcação, foi idêntico para o grupo tratamento e o grupo controle [5,9].

Outro estudo examinou o que acontecia com ansiedade, depressão e auto-estima em 406 pacientes que receberam preces intercessoras ou que não receberam. A prece foi oferecida por 15 minutos diariamente durante 12 semanas. O pesquisador relatou melhoras em todos os sujeitos mas não encontrou nenhuma diferença entre o grupo das preces e o grupo que não recebeu preces [10]. Um estudo dos efeitos da prece intercessora em 40 alcoólicos em recuperação também não encontrou nenhum benefício [11]. Um estudo de 6 meses com 40 pacientes de AIDS avançada expostos por 10 semanas a uma "cura à distância" relatou um número menor de doenças novas, visitas médicas e hospitalizações no grupo da "cura à distância" [12].

Em 1999, os Archives of Internal Medicine da American Medical Association publicaram um estudo com melhor metodologia com aproximadamente mil pacientes sucessivos que foram recentemente admitidos na unidade coronariana de um hospital em Kansas City. Os pesquisadores criaram folhas de notas com 35 itens que foram usadas para medir o que acontecia aos pacientes durante um período de 28 dias no qual 15 grupos de 5 pessoas ("intercessores") rezaram individualmente para cerca da metade dos pacientes. Os intercessores receberam os nomes dos pacientes e foi solicitado que eles rezassem diariamente para "uma recuperação mais rápida sem complicação alguma." O grupo que recebeu as orações teve uma redução de 10-11% na pontuação total ainda que seu período médio de permanência no hospital foi similar àquele do grupo que recebeu a "assistência usual." Os pesquisadores também apontaram que: (a) alguns pacientes pediram ao capelão do hospital para orar por eles; (b) muitos, se não a maioria dos pacientes em ambos os grupos estavam provavelmente recebendo intercessão e/ou prece direta da família, dos amigos e/ou do clérigo, assim o estudo muito provavelmente estava medindo os efeitos da "prece intercessora suplementar"; (c) ainda que a diferença que seria esperada de ocorrer apenas pelo acaso fosse de somente 1 em 25 vezes em que um experimento assim fosse conduzido, o acaso ainda permanece como uma possível explicação para os resultados; e (d) usando o método de pontuação do estudo de San Francisco não houve nenhuma diferença significativa entre os dois grupos [13].

Os pesquisadores concluíram que "o resultado sugere que a prece pode ser um adjunto efetivo para a assistência médica padrão" e que estudos posteriores deveriam ser realizados [13]. Eu discordo. A "redução de 10-11% na pontuação" pode ser estatisticamente significativa mas não é clinicamente significativa e provavelmente ocorreu pelo acaso. 

Estudos de prece intercessora não realizaram nada. Os "crentes" nas preces intercessoras não mudarão seus pontos de vista se estudos posteriores forem negativos, os descrentes não mudarão o seu modo de ver se estudos adicionais se mostrarem positivos. A prece pode ajudar algumas pessoas a se sentirem mais confiantes quando estão preocupadas, mas para mim faz mais sentido despender tempo e energia em atividades de promoção da saúde mais construtivas. Apesar da sorte ainda ser um fator significativo, penso que é mais sensato acreditar que a saúde é mais provável de ser influenciada por um modo prudente de vida do que por pensamento mágico. Além disso, se o ato de orar por pessoas funcionasse, estranhos orando contra elas poderia fazer com que ficasse mais doentes? Ou, como um dos meus amigos religiosos apontou, "Deus seria tão estúpido a ponto de responder a uma disputa de popularidade?"

Conselho "Espiritual" Fraudulento

Muitos "médiuns" e "curandeiros" oferecem ajuda para problemas da vida através do correio ou por telefone. Alguns chamam a si mesmos de Irmã, Madame, Reverendo, Doutor, Pai, Profeta, Madame Rainha, Reverenda Mãe ou Reverenda Irmã. Os benefícios pretendidos podem incluir melhor sorte, melhor saúde e/ou benefício financeiro. Alguns desses indivíduos tentam persuadir as pessoas a enviarem dinheiro repetidamente por seus serviços. Durante os anos 70, por exemplo, uma "leitora espiritual" que atuava como "Mãe McGown", "Mãe Luther" e "Mãe Alma" assegurava ajuda no prazo de três dias em casos de doenças, solidão e de outros problemas. Todas as pessoas que responderam aos seus anúncios receberam cartas mimeografadas idênticas dizendo: "Recebi sua carta e vejo que poderia ajudá-lo. Descobri que você tem um vodu [má sorte] em sua casa além de problemas de doença e na vida amorosa. Assim que você ler esta carta, ligue-me imediatamente." As pessoas que telefonaram foram informadas que seus problemas seriam resolvidos se elas enviassem uma quantia específica de dinheiro, normalmente 50 dólares (mas não em cheques). Cartas posteriores deveriam então pedir por mais dinheiro porque o problema era pior do que inicialmente se acreditou ser. O Serviço Postal tomou uma atitude em resposta as reclamações das vítimas que tinham pago mas não obtiveram resultado algum. Veio a tona que a pessoa que estava praticando esses atos pertencia a um clã de ciganos cujas mulheres agiam sob variados nomes em muitos estados. Foi posto um fim ao esquema quando uma delas foi  processada pelo Serviço Postal e sentenciada a um regime de três anos de liberdade vigiada por um juiz federal em Austin, Texas.

Alguém Foi Auxiliado?

Existe alguma evidência de que a cura pela fé funciona? O primeiro passo na abordagem desta questão é especificar o que deveria ser considerado como uma prova de que uma doença foi curada por um método sobrenatural. Em minha opinião, três critérios devem ser estabelecidos: (1) deve ser uma doença que normalmente não se resolva sem tratamento; (2) não deve ter tido qualquer tratamento médico que pudesse influenciar a doença; e (3) tanto o diagnóstico como a recuperação devem ser demonstráveis por evidências médicas detalhadas. 

Se eu quisesse demonstrar que tenho um método de tratamento novo e eficaz, deveria me esforçar para documentar as bases para minha crença. Por exemplo, se eu achasse que poderia curar o câncer com preces, começaria me assegurando que os pacientes nos quais eu apliquei meu método tinham realmente câncer. Obteria seus registros, conversaria com seus médicos e pediria que médicos independentes os examinassem para determinar seus estados atuais. Após administrar meu tratamento, conduziria estudos de acompanhamento cuidadosos, por um longo período de tempo e publicaria os resultados em detalhes. 

Algum "curandeiro da fé" já enviou os registros médicos de um cliente? Ou algum de seus clientes foi examinado por um médico antes e depois da cura ter sido administrada? Ou indagou a respeito da saúde de um cliente meses ou anos após a cura? Ou mesmo guardou estatísticas para indicar qual a porcentagem de pessoas com variadas doenças que parecem ter sido ajudadas? Ou dados compilados que um investigador independente pudesse verificar? Até onde sei, nenhum curandeiro jamais fez qualquer uma destas coisas. Por outro lado, muitos casos têm sido documentados nos quais pessoas com doenças graves morreram por abandonarem a assistência médica eficaz após serem "curadas."

Desse modo, no que me diz respeito, não há razão alguma para acreditar que a cura pela fé tenha alguma vez curado alguém de uma doença orgânica. E quanto as doenças funcionais -- nas quais os sintomas são reações do corpo à tensão? Algumas pessoas que visitam "curandeiros" podem se sentir melhores ou porque a experiência faz com que elas relaxem ou devido a um efeito placebo. Mas qualquer benefício desse tipo deveria ser pesado em relação ao fato de que as pessoas que não são aliviadas de seu sofrimento podem concluir que elas são "inúteis" e tornarem-se depressivas devido a isso. O dinheiro gasto em uma experiência infrutífera com um curandeiro é outro fator negativo. 

Ciência Cristã (Christian Science)

Um bom número de seitas religiosas defendem a prece em oposição à assistência médica. A Ciência Cristã é provavelmente o mais bem conhecido desses grupos e é a única forma de cura pela fé que é dedutível como despesa médica do imposto de renda federal dos EUA. A Ciência Cristã sustentam que a doença é uma ilusão causada pela falta de crença, e que a prece cura por substituir os maus pensamentos pelos bons. Os praticantes da Ciência Cristã atuam tentando afastar os pensamentos doentios para fora da mente das pessoas. As consultas podem ser feitas pessoalmente, por telefone ou mesmo pelo correio. As pessoas também podem alcançar as crenças corretas sozinhas através de orações ou concentração mental. "Você pode Curar," um panfleto da Christian Science Publishing Society, declara que "cada estudante da Ciência Cristã tem a habilidade dada por Deus de curar os doentes." São exigidas duas semanas de aulas para se tornar um praticante. 

A revista semanal Christian Science Sentinel publica diversos "testemunhos" em cada edição. Para que seja aceita sua publicação, um relato dever ser "verificado" por três indivíduos que "possam confirmar a integridade da testemunha ou conhecimento da cura." Durante os últimos anos, crentes vem alegando que a oração foi a responsável pela recuperação de anemias, artrite, septicemias, calos, surdez, problemas de fala, esclerose múltipla, erupções cutâneas, paralisia corporal total, dificuldades visuais e vários tipos de lesões. A maioria desses relatos tem poucos detalhes e muitos dos diagnósticos foram feitos sem consulta médica.

Até onde eu sei, nenhum estudo sistemático, supervisionado por médicos, dos resultados das curas da Ciência Cristã foi alguma vez realizado. Entretanto, um estudo recente sugere que os Cientistas Cristãos devotos, que raramente consultam médicos, pagam um preço alto por evitar a assistência médica. O estudo foi realizado por William F. Simpson, Ph.D.,  professor assistente de matemática e ciência da computação na Emporia State University. O dr. Simpson comparou registros de alunos da Principia College, uma escola de Ciência Cristã em Elsah, Illinois, com os registros da University of Kansas em Lawrence, Kansas, e publicou seus achados no Journal of the American Medical Association. Ainda que os princípios da Ciência Cristã proíbam o uso de álcool e cigarro, as taxas de morte entre aqueles que tinham se formado na Principia entre 1934 e 1948 foi maior que as taxas dos seus colegas da University of Kansas -- 26,2% versus 20,9% entre os homens, e 11,3% versus 9,9% entre as mulheres [14]. Um estudo subseqüente comparando a mortalidade dos Cientistas Cristãos com a dos Adventistas do Sétimo Dia (que também são advertidos para se absterem de cigarros e álcool) encontrou diferenças ainda maiores [15]. 

Rita e Douglas Swan, cujo filho de 16 meses Matthew morreu de meningite sob os cuidados de dois praticantes da Ciência Cristã em 1977, não se surpreendem com essas estatísticas. Irada com sua experiência, ela fundou a CHILD, Inc., para lutar por reformas legais que possam proteger as crianças de tratamentos inapropriados por curandeiros pela fé. Ela e um colega coletaram e revisaram os casos de 172 crianças que morreram entre 1975 e 1995 quando os pais recusaram a assistência médica devido a confiança em rituais religiosos. Eles concluíram: 

Informações sobre a CHILD podem ser obtidas on-line ou escrevendo para P.O. Box 2604, Sioux City, IA 51106 - EUA.

Os pedidos de admissão à Igreja da Ciência Cristã vem declinando regularmente. Desde 1971 o número de praticantes e professores listados no Christian Science Journal caiu de cerca de 5000 para cerca de 1800, e o número de igrejas caiu de cerca de 1800 para cerca de 1300. 

A Espiritualidade É Útil?

Um pesquisa de 1996 com 1000 pessoas adultas descobriu que 79% acreditavam que a fé espiritual poderia ajudar as pessoas a se recuperarem de doenças [17]. Essa idéia também é popular entre os médicos. Ainda que muitos estudos tenham encontrado associações entre variados graus de religiosidade e saúde, nenhum estudo bem planejado demonstrou que crenças religiosas ou orações realmente tragam benefícios à saúde [18]. Na verdade, um estudo bem planejado encontrou justamente o oposto. O estudo envolveu pacientes cujos progressos foram acompanhados por nove meses após terem recebido alta de um hospital inglês. Eles avaliaram os registro dos pacientes de ambulatório e as respostas de 189 pacientes à questionários. Os pesquisadores concluíram que o estado de saúde dos pacientes com crenças espirituais mais fortes teve uma probabilidade superior a duas vezes de ficar inalterado ou pior [19]. Embora alguns estudos tenham encontrado que devotos tendem a ser mais saudáveis e viver mais do que os não devotos, a freqüência à igreja em si é improvável de ser responsável pela diferença [20].

Recomendações

Alguma coisa pode ser feita a respeito da cura pela fé? Os crentes não vêem isso como um problema, ao passo que a maioria dos incrédulos não vêem isso como um assunto prioritário e têm pouca simpatia para com as vítimas. Mas algumas coisas podem ajudar a diminuir os danos por curandeiros da fé em nossa sociedade:

Referências

  1. Rose L. Faith Healing. Baltimore: Penguin Books, 1971.
  2. Nolen W. Healing: A Doctor in Search of a Miracle. New York, 1974, Random House Inc.
  3. Emery CE. Are they really cured? Providence Sunday Journal Magazine, Jan 15, 1989.
  4. Randi J. The Faith Healers. Amherst, N.Y.: Prometheus Books,1987.
  5. Witmer J, Zimmerman M. Intercessory prayer as medical treatment? An inquiry. Skeptical Inquirer 15:177-180, 1991.
  6. Joyce CRB, Weldon RMC. The objective efficacy of prayer: A double-blind clinical trial. Journal of Chronic Diseases 18:367-377, 1965.
  7. Collipp PJ. The efficacy of prayer: A triple-blind study. Medical Times 97:201-204, 1969.
  8. Byrd RC. Positive therapeutic effects of intercessory prayer in a coronary care unit population. Southern Medical Journal 81:826 829, 1988.
  9. Posner G. God in the CCU? A Critique of the San Francisco Hospital study on intercessory prayer and healing. Free Inquiry, Spring, 1990.
  10. O'Laoire S. An experimental study of the effects of distant, intercessory prayer on self-esteem, anxiety, and depression. Alternative Therapies in Health & Medicine 3(6):38-53, 1997.
  11. Walker SR and others. Intercessory prayer in the treatment of alcohol abuse and dependence: A pilot intervention. Alternative Therapies in Health & Medicine 3(6):79-86, 1997.
  12. Sicher F, Targ E and others. A randomized double-blind study of the effect of distant healing in a population with advanced AIDS: Report of a small-scale study. Western Journal of Medicine 169:356-363, 1998.
  13. Harris WS and others. A randomized, controlled trial of the effects of remote, intercessory prayer on outcomes in patients admitted to the coronary care unit. Archives of Internal Medicine 159:2273-2278, 1999.
  14. Simpson WF. Comparative longevity in a college cohort of Christian Scientists. JAMA 262:1657-1658, 1989.
  15. Comparative mortality of two college groups. CDC Mortality and Morbidity Weekly Report 40:579-582, 1991.
  16. Asser S, Swan R. Child fatalities from religion-motivated medical neglect. Pediatrics 101:625-629, 1998.
  17. McNichol T. The new faith in medicine. USA Today, April 7, 1996, p 4.
  18. Sloan RP, Bagiella E, Powell T. Religion, spirituality and medicine. Lancet 353:664-667, 1999. The full text of this article can be accessed online by registering at the Lancet Web site and going to the contents page of the Feb 20th issue.
  19. King M, Speck P, Thomas A. The effect of spiritual beliefs on outcome from illness. Social Science & Medicine 48:1291-1299, 1999.
  20. Gorski T. Should religion and spiritual concerns be more influential in health care? No. Priorities 12(1):23-26, 41, 2000/

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Este artigo foi revisto em 18 de março de 2002. 1