Natural Medicines

Este banco de dados fornece um consenso da informação científica sobre produtos a base de ervas e suplementos alimentares. A cada mês, o Quackwatch publicará uma monografia. O banco de dados completo está disponível (em inglês) por assinatura, tanto on-line (atualizado diariamente) como no formato impresso.

Kava Kava

Também Conhecida Como Ava, Awa, Pimenta Intoxicante, Kava, Kava-kava, Pimenta Kava, Raiz Kava, Kawa, Kawa Kawa, Kawa-Kawa, Kew, Rauschpfeffer, Sakau, Tonga, Wurzelstock, Yagona.
Nome CIentífico Piper methysticum
Família: Piperaceae.
As Pessoas Usam Isso Para**

Oralmente, a kava kava é usada para tratar ansiedade, estresse, insônia e agitação (2,214). Também é utilizada para epilepsia, psicose e depressão (214). Na medicina popular, a kava é usada oralmente como um sedativo, para promover cicatrização de feridas, para tratar dores de cabeça (6) incluindo enxaqueca (11), resfriados (6) e infecções do trato respiratório, tuberculose (11) e reumatismo (6). É usada para tratar infecções urogenitais incluindo cistite crônica (11), doenças venéreas, inflamação uterina, problemas menstruais (11), e prolapso vaginal (11). Alguns consideram a kava um afrodisíaco (6). Na medicina popular, o suco da kava é usado topicamente para tratar doenças de pele incluindo lepra (11). Tem sido usada como um cataplasma para problemas intestinais, otite e abscessos (11). 

A kava é usada como uma bebida cerimonial para induzir relaxamento no Pacífico Sul (6,11).

**Nota: Este campo não diz para que o produto é bom, nem diz para o que deveria, ou não deveria ser usado. Essa informação aparece em outros campos. Esse campo diz para o que as pessoas usam o produto. Freqüentemente, produtos são usados para indicações mesmo que não haja nenhuma evidência de que eles funcionam. Por exemplo, a planta hidraste é usada extensivamente na tentativa de mascarar os resultados de exames laboratoriais para o uso de drogas ilícitas, mas é ineficaz. Esse campo pretende ajudar a compreender o motivo pelo qual alguém pode estar usando, ou querendo usar um produto, e compreender algumas alegações promocionais adjacentes a certos produtos. 

Segurança PROVAVELMENTE SEGURA ...quando usada oralmente e apropriadamente, a curto prazo. Extratos de kava são geralmente considerados seguros. Extratos de kava padronizados têm sido usados com segurança com mínimos efeitos colaterais em estudos que duraram mais de 6 meses (7,2094). Entretanto, em alguns casos, a kava tem sido associada a efeitos adversos significativos após um pouco tempo de uso:1-3 meses (19,1740,6401,7024). Até que se obtenha mais informações, deve se dizer para os pacientes para não usar a kava por mais de um mês sem a supervisão de um médico (*N.T.). Pacientes que estão usando a kava além de um mês deveriam ser monitorados de perto pelos efeitos adversos.
POSSIVELMENTE INSEGURA ...quando usada em altas doses ou a longo prazo. Altas doses e uso a longo prazo da kava têm sido associadas com efeitos adversos graves em alguns pacientes. Há relatos de efeitos adversos significativos em alguns pacientes após o uso por pouco tempo: 1-3 meses (19,1740,6401,7024). Outros eventos adversos significativos incluindo dermopatia por kava podem ocorrer após o uso de altas doses por 3 meses a um ano (veja Reações Adversas) (19,1740,6401).
GRAVIDEZ: POSSIVELMENTE INSEGURA ...quando usada oralmente (2,12,19). Há alguma preocupação de que os constituintes de pirone da kava possam causar perda do tônus uterino (19); evite o uso.
LACTAÇÃO: POSSIVELMENTE INSEGURA ...quando usada oralmente (2,19). Há uma preocupação de que os constituintes de pirone da kava possam passar para o leite materno (19); evite o uso. 
Eficácia PROVAVELMENTE EFICAZ ...quando usada oralmente para tratamento a curto prazo de ansiedade. Ensaios clínicos múltiplos têm mostrado que extratos padronizados de kava com 70% de lactonas-kava são superiores ao placebo (2093,2094,2095), e possivelmente comparáveis a baixas doses de benzodiazepínicos (2092) para tratamento a curto prazo da ansiedade. Tratamento de 1-8 semanas pode ser necessário para melhora significativa (2094, 2095).
A maioria dos estudos clínicos sobre a eficácia da kava para distúrbios de ansiedade têm usado os extratos padronizados WS 1490 (W. Schwabe). Esse extrato é padronizado para conter 70% de lactonas-kava (também conhecidas com kavapirones) (7). É importante notar que esse extrato possui uma concentração mais do que o dobro da concentração da maioria dos produtos comercialmente disponíveis.
POSSIVELMENTE EFICAZ ...quando usada oralmente para reduzir sintomas de ansiedade relacionada ao climatério em mulheres na menopausa. Dois ensaios pequenos mostraram que a kava padronizada em 15% ou 70% de lactonas-kava é superior ao placebo para tratamento a curto prazo de sintomas neurovegetativos e de ansiedade relacionados ao climatério. Melhora significativa ocorreu após uma semana de tratamento
(7,2096). ...quando usada oralmente para ansiedade nervosa, estresse e agitação (2). Não há informação confiável suficiente disponível sobre a eficácia da kava para seus outros usos. 
Mecanismo de Ação A parte aplicável da kava é o rizoma/raiz. A atividade farmacológica tem sido em grande parte atribuída as lactonas-kava (também conhecidas como kavapironas), kawaina, dihidrokawaina, metisticina, dihidrometisticina e outros. A erva seca tipicamente oferece 3,5% de lactonas-kava (7), mas os extratos de kava comercialmente disponíveis são geralmente formuladas para fornecer de 30 a 70% de lactonas-kava. Foi descoberto que a kava possui uma variedade de efeitos no sistema nervoso central, incluindo atividades ansiolíticas, sedativas, anticonvulsivantes, anestésica local, espasmolítica e analgésica; entretanto, o mecanismo exato desses efeitos é desconhecido. Não se considera que a kava afete os receptores benzodiazepínicos ou GABA (6401). Não se acredita que a analgesia ocorra pela via opióide porque a naloxona não reverte sua ação (6). Além disso, acredita-se que a kava produz sedação motora sem afetar processos respiratórios (2095). Alguma evidência sugere que a kava pode afetar o sistema límbico (214). Quando a raiz da kava é mastigada segundo se diz entorpece a boca similar a cocaína (1740). Pessoas que consumiram kava relataram se sentirem mais sociáveis, tranqüilas e geralmente felizes (1740). As kavapironas desmetoxiyangonina e metisticina podem inibir competitivamente a monoamino oxidade B (MAO-B) (2500). Os componentes da kava também podem ser potentes antagonistas da estricnina (6). A kavapirona (+)-kawaina pode ter ação anti-trombótica sobre plaquetas, provavelmente devido a inibição da ciclo-oxigenase e diminuição da produção de tromboxane 2 (TXA2) (2501). 
Reações Adversas Oralmente, a kava pode causar diarréia, cefaléia, vertigem (7), dilatação de pupilas e distúrbios do equilíbrio e acomodação oculomotor (2,6), e raramente, reações alérgicas na pele (2,7). Diferente dos benzodiazepínicos, não se pensa que a kava esteja associada com prejuízos da função cognitiva (7,2097,2098).  entretanto, uso de doses normais de kava pode afetar a capacidade de dirigir e operar máquinas. Intimações por dirigir sob influências foram emitidas para indivíduos observados dirigindo irregularmente após beber grandes quantidades de chá de kava (535,5079). Kava pode causar sonolência e pode diminuir os reflexos motores (2,19). Mastigar a kava pode causar dormência da boca (6). Uso crônico de altas doses de kava tem sido associado com dermopatia por kava, uma síndrome similar a pelagra que não responde ao tratamento com niacinamida (2,6,7,6240). A causa é desconhecida mas pode estar relacionada com interferência no metabolismo do colesterol (6240). Essa síndrome é caracterizada por pele seca e escamosa e olhos avermelhados, bem como descoloração amarelada temporária da pele, cabelos e unhas (7,6401). Normalmente ocorre dentro de 3 meses a 1 ano de uso de kava e resolve-se quando a dose da kava é diminuída ou interrompida (6401). A dose da kava deveria ser diminuída ou interrompida se ocorrer dermopatia por kava (2,6,7,6401). O uso a longo prazo de quantidades muito altas de kava está associado com saúde debilitada, incluindo estar significativamente abaixo do peso, níveis reduzidos de proteína, faces inchadas, exantema escamoso, hematúria, aumento do volume de hemácias, diminuição de plaquetas e linfócitos, e possivelmente hipertensão pulmonar (6402). Há um relato de caso de movimentos anormais generalizados do corpo associados com o consumo crônico de altas doses de kava (534). Também há alguma preocupação de que a kava possa afetar adversamente o fígado. Toxicidade hepática está principalmente associada com uso prolongado de doses muito altas (6401). Entretanto, a kava pode exacerbar hepatite em pacientes com uma história de hepatite recorrente. Sintomas parecem se resolverem espontaneamente após a interrupção da kava (390). Também há alguma preocupação de que mesmo uso a curto prazo de kava em doses típicas possa causar hepatite aguda em alguns pacientes. Hepatite aguda com necrose hepatocelular severa exigindo transplante hepático ocorreu em um paciente após ingestão de doses típicas de extrato de kava. Em pacientes susceptíveis, alguns sintomas podem aparecer após um tempo tão curto quanto um mês de uso de kava, incluindo pele amarelada (icterícia), fadiga e urina escura. Exames de função hepática podem estar elevados após 1-2 meses de uso, acompanhado de hepatomegalia e início de encefalopatia (7024). A maioria dos pacientes que tomaram kava não experimentaram tais efeitos adversos severos. Até agora, não está claro quais pacientes podem estar susceptíveis aos efeitos adversos no fígado. Até que seja conhecido mais a respeito, informe a pacientes com uma história de doença hepática para evitar kava. Aconselhe outros pacientes usando kava a não usá-la por mais um mês sem a supervisão de um médico. Em pacientes que desenvolveram sintomas, interrompa a kava e monitore exames de função hepática.
Interações com Ervas e Suplementos ERVAS COM PROPRIEDADES SEDATIVAS: Teoricamente, uso concomitante com ervas que têm propriedades sedativas podem acentuar efeitos terapêuticos e adversos. Estas incluem cálamo, calêndula, papoula da Califórnia (California poppy), erva-dos-gatos (catnip), cápsico, aipo, grama-de-ponta (couch grass), ênula, ginseng siberiano, camomila alemã, hidraste (goldenseal), gotu kola, lúpulo, corniso jamaicano (Jamaican dogwood), erva-cidreira, sálvia, erva de São João, sassafrás, scullcap, bolsa-de-pastor, urtiga, valeriana, cenoura silvestre, alface brava, raiz de ashwaganda e yerba mansa (4, 19).
Interações com Drogas ALPRAZOLAM: Há um relato de um indivíduo que foi hospitalizado devido a letargia e desorientação que ocorreu quando alprazolam e kava foram usados concomitantemente (536).
DEPRESSORES DO SNC: Uso concomitante de álcool, barbitúricos ou benzodiazepínicos pode acentuar os efeitos das drogas e risco de efeitos adversos (2,6).
BARBITÚRICOS: Teoricamente, uso concomitante com barbitúricos pode causar efeitos aditivos e efeitos adversos (19).
DROGAS COM PROPRIEDADES SEDATIVAS: Teoricamente, uso concomitante com drogas com propriedades sedativas pode causar efeitos aditivos e efeitos colaterais (19).
LEVODOPA (Larodopa, Dopar): Há um relato de redução da eficácia da levodopa quando um indivíduo usou kava e levodopa concomitantemente, possivelmente devido ao antagonismo a dopamina (19).
Interações com Alimentos ÁLCOOL: Uso concomitante com álcool pode acentuar a toxicidade da kava (2,6). Efeito hipnótico do álcool é acentuado com o extrato solúvel em lipídio (19). 
Interações com Exames Laboratoriais TESTES DE FUNÇÃO HEPÁTICA: Há alguma preocupação de que a kava possa causar lesão hepática e elevar os testes de função hepática em alguns pacientes. Toxicidade hepática está associada principalmente com uso prolongado de doses muito altas (6401). Entretanto, em alguns pacientes, uso a curto prazo (1-2 meses) de doses típicas pode resultar em lesão hepática e elevação de testes de função hepática (309,7024). Testes de função hepática afetados incluem aspartato-aminotransferase (AST/TGO), alanina-aminotransferase (ALT/TGP), fosfatase alcalina, gama-glutamiltransferase, lactato dehidrogenase (LDH) e bilirrubina total e conjugada (7024). Considere monitorar testes de função hepática em pacientes com qualquer sintoma de problemas hepáticos como fadiga, pele amarelada (icterícia) ou urina escura.
Interações com Doenças ou Distúrbios DEPRESSÃO: Há alguma preocupação quanto a usar kava em pacientes deprimidos. A kava parece ter efeitos sedativos e teoricamente pode exacerbar a depressão em alguns pacientes (2,12,19); use com cuidado.
HEPATITE: A kava pode afetar adversamente o fígado, especialmente quando usada por períodos prolongados ou em altas doses. Mesmo quando usada a curto-prazo em doses típicas, a kava pode exacerbar hepatite em pacientes com uma história de hepatite recorrente (309). Diga aos pacientes com hepatite ativa ou uma história de hepatite para evitarem a kava.
Dosagem e Administração  ORAL: Para desordens de ansiedade, a maioria dos ensaios clínicos têm usado extrato padronizado de kava com conteúdo de 70% de kava-lactona. As doses de extrato de kava mais comuns foram de 100 mg (70 mg de kava-lactonas) três vezes ao dia (7,2092,2093,2094,2095,2096). Para ansiedade nervosa, estresse e agitação, foi usada uma dose de 60-120 mg de kava-lactonas diariamente (2). A kava também é usada como uma xícara do chá por mais de 3 vezes por dia. O chá é preparado cozinhando 2-4 gramas da raiz em 150 mL de água fervente e então é filtrado (12). Devido ao fato do conteúdo de kava-lactona variar substancialmente entre os produtos, a dosagem apropriada também irá variar.
Comentários A kava foi descoberta pelo Capitão Cook que chamou a planta de "pimenta intoxicante" (4208,6240). No Pacífico Sul, a kava é uma bebida social popular, similar ao álcool nas sociedades ocidentais (6). A kava também é preparada de uma maneira ritual definida e usada para propósitos cerimoniais e tem sido usada por milhares de anos por insulares do Pacífico (782,6240). Extratos de kava comercialmente disponíveis são preparados a partir da raiz seca da Piper methysticum com uma mistura de água e etanol (para extratos contendo 30% de kavapironas) e com uma mistura de água e acetona (para extratos contendo 70% de kavapironas), este extrato é designado como WS 1490 (7).

N.T.:

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do Brasil vai incluir uma tarja vermelha com a frase “venda sob prescrição médica” nos produtos à base de Kava Kava e Erva de São João. Segundo a agência: 

"Um dos fatores que influenciou a decisão da Anvisa em relação à Kava Kava foi o relato de casos graves de hepatite, insuficiência hepática e cirrose hepática em 25 pacientes da Alemanha e Suíça que usaram o produto."

"Outro motivo para a adoção dessa medida é o fato de muitos brasileiros considerarem os produtos à base de plantas medicinais inócuos, sem causar risco à saúde, o que não condiz com a realidade. Este fato favorece o consumo de produtos à base de plantas medicinais, podendo trazer graves riscos à saúde da população."

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Maiores informações:
Anvisa
Assessoria de Imprensa
Tel.: (61) 448-1022/448-1301
Fax: (61) 448-1252
E-mail: [email protected]

Referências
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© 2001 Therapeutic Research Faculty
Stockton,
Califórnia
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Este artigo foi publicado em 14 de março de 2002.
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